<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7832228080821119692</id><updated>2011-09-30T11:24:20.392-07:00</updated><category term='livros_cinema'/><category term='filmes_drama_EUA'/><category term='livros_biografia'/><category term='filmes_documentário_EUA'/><category term='todas as postagens'/><category term='livros_ficção_geral'/><category term='filmes_drama_Brasil'/><category term='filmes_musical'/><category term='quadrinhos'/><category term='livros_ficção_policial'/><category term='filmes_drama_Reino_Unido'/><category term='livros_comunicação'/><title type='text'>Gosto é gosto</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://gostoegosto.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7832228080821119692/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gostoegosto.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Rosane Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17419771764685014514</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_jWg_iHAkTRQ/SbERb0CPTRI/AAAAAAAAAlc/9oKTxvi3oLA/S220/TURTLE.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>15</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7832228080821119692.post-3258971936072991548</id><published>2010-10-10T15:19:00.000-07:00</published><updated>2010-10-10T15:19:58.285-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filmes_drama_Reino_Unido'/><title type='text'>“Criação”, de Jon Amiel – Dica de Marcelo de Souza Silva</title><content type='html'>&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jWg_iHAkTRQ/TLI79lKZ_eI/AAAAAAAAA2U/VuL6Q51BO8M/s1600/criacao-filme-poster-2.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://3.bp.blogspot.com/_jWg_iHAkTRQ/TLI79lKZ_eI/AAAAAAAAA2U/VuL6Q51BO8M/s400/criacao-filme-poster-2.jpg" width="278" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Quando alguém se senta para assistir a um filme que conta a vida do cientista e naturalista Charles Darwin nos anos que precederam o lançamento de seu mais famoso trabalho, “A origem das espécies”, é provável que o faça cercado de expectativas, afinal, trata-se de uma das mais polêmicas teorias científicas de todos os tempos e que até hoje causa muita controvérsia. Essas expectativas podem se confirmar ou não, definindo o destino do filme na avaliação pessoal de cada um. De minha parte, devo dizer que o filme &lt;a href="http://www.creationthemovie.com/"&gt;“Criação”&lt;/a&gt;, dirigido por Jon Amiel, não correspondeu às minhas expectativas, que eram de um apanhado biográfico menos introspectivo, mas nem por isso deixou de me agradar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme se concentra menos na teoria da evolução do que na vida pessoal de Darwin. É inegável que este enfoque repete fórmulas de outras cinebiografias, mas essa escolha acabou trazendo elementos interessantes à tona que, pelo menos para mim, eram desconhecidos. Um desses elementos é a relutância do cientista em tornar públicas suas ideias, em parte devido à religiosidade de sua esposa, Emma. O conflito entre religião e ciência que a teoria de Darwin potencializou no mundo inteiro foi deslocado para dentro da casa do cientista e, mais ainda, para sua própria mente. Depois de anos estudando a natureza, o cientista (que teve formação religiosa) parece chegar à conclusão de que ela é um “campo de batalha”, onde os espécimes sobrevivem por força ou sorte, gerando um equilíbrio, mas colocando em xeque a ideia cristã de um Deus benevolente que valoriza todas as suas criaturas. Darwin parece relutar em aceitar essa ideia, principalmente quando resiste em contar a história da pequena orangotango Jenny para sua filha Annie, enfatizando o sofrimento que isso lhe traz.&lt;br /&gt;Como aceitar que o destino de seres pelos quais se nutrem sentimentos de amor e afeição é regido por nada além do acaso? Annie, entretanto, gosta de ouvir a história, assim como parece ser a pessoa que melhor compreende as ideias do pai em sua família. A morte de Annie, entretanto, parece confirmar o que Darwin observara no mundo natural: não há uma força moral evidente no universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir deste trágico acontecimento, o filme nos mostra um Darwin muito perturbado, que tem visões e conversa com sua filha morta, parecendo estar à beira da loucura. Sua relutância em tornar públicas suas ideias persiste, apesar de outros cientistas avessos à Igreja insistirem para que ele faça isso. Essa dúvida se mostra na forma como a esposa reage à perda da filha, procurando e encontrando consolo na religião, ainda que um consolo que Darwin considera absurdo, em contraste com a sua solidão e desespero em aceitar essa mesma perda. Saber a verdade compensa o peso de viver em mundo desprovido de uma justiça superior? Sua decisão de submeter o manuscrito ao parecer final da esposa, que poderia destruí-lo se achasse mais adequado, parece ser uma espécie de solução que mostra o tamanho das contradições que lhe afligiam: um aval de Deus para que o mundo conhecesse um mundo sem Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quanto de verdade e ficção existe na abordagem do filme parece-me irrelevante na avaliação da qualidade do produto final. De fato, o filme não se presta a ser um tratado sobre a evolução e tampouco um verbete enciclopédico da vida do cientista. Mas a associação de Darwin com o conflito entre ciência e religião, entendido não como um simples confronto de visões distintas, mas como a transformação de uma visão religiosa e moral do mundo em uma visão científica e racional, pode gerar uma série de associações e reflexões, que, certamente, fazem deste filme uma ótima dica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Filme: Criação&lt;br /&gt;Diretor: Jon Amiel&lt;br /&gt;Roteirista: John Collee, baseado em livro de Randal Keynes&lt;br /&gt;Elenco: &lt;span class="text-align" id="contentDescription"&gt;&lt;a href="http://www.adorocinema.com/atores/paul-bettany/" title="Paul Bettany"&gt;Paul Bettany&lt;/a&gt;                  ,                           &lt;a href="http://www.adorocinema.com/atores/jennifer-connelly/" title="Jennifer Connelly"&gt;Jennifer Connelly&lt;/a&gt;                  ,                           &lt;a href="http://www.adorocinema.com/atores/jeremy-northam/" title="Jeremy Northam"&gt;Jeremy Northam&lt;/a&gt;                   ,                           Toby Jones                   ,                           Benedict Cumberbatch                                          &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ano: 2009&lt;br /&gt;Duração: 108 minutos &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7832228080821119692-3258971936072991548?l=gostoegosto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gostoegosto.blogspot.com/feeds/3258971936072991548/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gostoegosto.blogspot.com/2010/10/criacao-de-jon-amiel-dica-de-marcelo-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7832228080821119692/posts/default/3258971936072991548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7832228080821119692/posts/default/3258971936072991548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gostoegosto.blogspot.com/2010/10/criacao-de-jon-amiel-dica-de-marcelo-de.html' title='“Criação”, de Jon Amiel – Dica de Marcelo de Souza Silva'/><author><name>Rosane Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17419771764685014514</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_jWg_iHAkTRQ/SbERb0CPTRI/AAAAAAAAAlc/9oKTxvi3oLA/S220/TURTLE.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_jWg_iHAkTRQ/TLI79lKZ_eI/AAAAAAAAA2U/VuL6Q51BO8M/s72-c/criacao-filme-poster-2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7832228080821119692.post-1837275427952334616</id><published>2010-06-06T19:13:00.000-07:00</published><updated>2010-06-06T20:59:38.651-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='todas as postagens'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livros_cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livros_comunicação'/><title type='text'>Como a geração sexo, drogas e rock'n'roll salvou Hollywood</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jWg_iHAkTRQ/TAxVyEAIGhI/AAAAAAAAA14/wnBM7w3iBEY/s1600/nova+hollywood.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_jWg_iHAkTRQ/TAxVyEAIGhI/AAAAAAAAA14/wnBM7w3iBEY/s320/nova+hollywood.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt; Para muitos críticos, o último apogeu criativo de Hollywood começou em 1967, com "Bonnie e Clyde, uma rajada de balas", e acabou com um filme chamado, ironicamente, de "O portal do paraíso", em 1980. O panteão dos cineastas que fizeram essa história, a chamada Nova Hollywood, é habitado por Francis Ford Coppolla, Martin Scorsese, Robert Altman, Bogdanovich... Também há os campeões de bilheteria George Lucas e Steven Spielberg. Pois esse pessoal, do início da carreira à ascensão, do topo à queda (em vários casos), é radiografado em “Como a geração sexo, drogas e rock’n’roll salvou Hollywood”, de Peter Biskind.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;O jornalista norte-americano fez uma gigantesca pesquisa e muitas entrevistas para mostrar o bom e o mau desses gênios. Como nasceu a estrela Jack Nicholson, como o malucão Dennis Hopper tornou-se responsável pelo clássico “Easy riders”, como Coppolla ficou quase mais doido que o corone Kurtz nas gravações de "Apocallipse now" dariam enredos incríveis. O livro é também um apanhado sem fim de fofocas e bisbilhotices da vida íntima desses e de outros grandes do cinema, mas fica longe de ser só isso. Biskind faz uma análise da indústria de cinema, das relações de poder e sobre como muitos dos antes garotos prodígio, como Scorsese e Coppolla, por exemplo, sucumbiram a uma quantidade incrível de drogas e álcool e prepotência, que antes era inimaginável e acabou por quase devorá-los. Como alguns, como Friedkin, diretor de “O exorcista”, acreditaram quando disseram que estavam no comando, mas foram derrubados sem piedade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Biskind fala de uma geração que inovou, teve liberdade para criar e, em vez de, com isso, ir mais longe, caiu direto para o fundo do poço. As raras exceções foram os que resolveram mudar para deixar tudo como estava antes do vendaval que foram os anos 1960 e 1970, os que souberam que os anos da contestação, do sexo livre e da luta pela liberdade e contra a guerra estavam dando lugar à era Reagan e a uma guinada para a extrema direita. Por isso, Spielberg e Lucas foram considerados traidores. Nada disso, no entanto, coloca sombras sobre a força criativa e a vontade de transformar histórias em filmes, que resultaram em alguns dos mais inquietantes e belos momentos do cinema norte-americano. E Biskind descreve esses processos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;O livro é de uma crueza impressionante, principalmente para leitores brasileiros, acostumados a ler biografias e histórias sobre a indústria de entretenimento apenas com um viés edificante. As críticas ficam para os trabalhos acadêmicos, geralmente em linguagem e abordagens que não interessam ao grande público. Biskind não poupa ninguém e quem ganha é o leitor.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Livro: Como a geração sexo, drogas e rock'n'roll salvou Hollywood&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Autor: Peter Biskind&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Editora: Intrínseca&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Ano: 2009&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Número de páginas: 504&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7832228080821119692-1837275427952334616?l=gostoegosto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gostoegosto.blogspot.com/feeds/1837275427952334616/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gostoegosto.blogspot.com/2010/06/para-muitos-criticos-o-ultimo-apogeu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7832228080821119692/posts/default/1837275427952334616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7832228080821119692/posts/default/1837275427952334616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gostoegosto.blogspot.com/2010/06/para-muitos-criticos-o-ultimo-apogeu.html' title='Como a geração sexo, drogas e rock&apos;n&apos;roll salvou Hollywood'/><author><name>Rosane Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17419771764685014514</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_jWg_iHAkTRQ/SbERb0CPTRI/AAAAAAAAAlc/9oKTxvi3oLA/S220/TURTLE.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_jWg_iHAkTRQ/TAxVyEAIGhI/AAAAAAAAA14/wnBM7w3iBEY/s72-c/nova+hollywood.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7832228080821119692.post-1017355982265049851</id><published>2009-11-21T16:30:00.000-08:00</published><updated>2009-11-21T16:48:33.594-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='todas as postagens'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livros_biografia'/><title type='text'>Vale tudo: o som e a fúria de Tim Maia – Dica de Rosane Vargas</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jWg_iHAkTRQ/SwiF6k_1buI/AAAAAAAAAv4/9DK7b-McKuE/s1600/vale+tudo.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_jWg_iHAkTRQ/SwiF6k_1buI/AAAAAAAAAv4/9DK7b-McKuE/s320/vale+tudo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Tim Maia, o louco genial e genioso, seguramente uma das mais belas vozes da música brasileira, foi deliciosamente biografado por Nelson Motta. Este é um daqueles livros que a gente lê de um fôlego, entra a madrugada e não larga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Motta ressalta o talento, mas não esconde os "podres". Amigo que foi de Tim Maia, testemunhou boa parte dos sucessos, dos lances e das sacadas geniais e também as incontáveis brigas, quebras de contrato, abandonos de show pela metade porque não tinha "mais graves, mais agudos, mais retorno" (quem já viu algum show do Tim, in loco ou gravado, sabe o que era isso), porres e quetais. O livro é denso, pois a vida de Tim Maia foi intensa, mas a narrativa é leve e envolvente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O início da carreira, a ligação com o pessoal da Jovem Guarda, a hilária viagem aos Estados Unidos, a criação das principais músicas, dos hits que até hoje nos fazem dançar e cantar, o suingue incomparável, a inacreditável troca do nome do filho, tudo está no livro. E também os problemas com a aparência, a luta contra a balança, o humor difícil, o abuso de álcool e drogas que comprometeram prematuramente a voz, os ataques de fúria que o faziam quase ir às vias de fato contra um amigo e, no instante seguinte, beijar e abraçar esse mesmo amigo como se nada tivesse acontecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recomendo ler ouvindo as músicas. Aliás, remendação dispensável, pois não dá para ler e conter a vontade de correr e ligar o som para ouvir o "síndico" Tim Maia. A editora dá uma força: colocou todas as músicas do cantor e compositor&lt;a href="http://www.blogger.com/goog_1258851321492"&gt; neste &lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.objetiva.com.br/valetudo"&gt;site&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livro: Vale tudo: o som e a fúria de Tim Maia&lt;br /&gt;Autor: Nelson Motta&lt;br /&gt;Editora: Objetiva&lt;br /&gt;Ano: 2006&lt;br /&gt;Número de páginas: 389&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7832228080821119692-1017355982265049851?l=gostoegosto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gostoegosto.blogspot.com/feeds/1017355982265049851/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gostoegosto.blogspot.com/2009/11/vale-tudo-o-som-e-furia-de-tim-maia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7832228080821119692/posts/default/1017355982265049851'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7832228080821119692/posts/default/1017355982265049851'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gostoegosto.blogspot.com/2009/11/vale-tudo-o-som-e-furia-de-tim-maia.html' title='Vale tudo: o som e a fúria de Tim Maia – Dica de Rosane Vargas'/><author><name>Rosane Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17419771764685014514</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_jWg_iHAkTRQ/SbERb0CPTRI/AAAAAAAAAlc/9oKTxvi3oLA/S220/TURTLE.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_jWg_iHAkTRQ/SwiF6k_1buI/AAAAAAAAAv4/9DK7b-McKuE/s72-c/vale+tudo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7832228080821119692.post-7641938664486190151</id><published>2009-09-20T11:09:00.000-07:00</published><updated>2009-09-20T13:27:44.292-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='todas as postagens'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livros_ficção_policial'/><title type='text'>Maigret se diverte, de Georges Simenon – Dica de Rosane Vargas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_jWg_iHAkTRQ/SraLWiRC2zI/AAAAAAAAAuA/AEGpTYe6VrM/s1600-h/maigret+se+diverte.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 180px; height: 180px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_jWg_iHAkTRQ/SraLWiRC2zI/AAAAAAAAAuA/AEGpTYe6VrM/s400/maigret+se+diverte.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5383643623839685426" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Fãs do inspetor da polícia Judiciária de Paris Jules Maigret, corram às livrarias. A L&amp;amp;PM está lançando títulos inéditos no Brasil, com casos cheios de crimes, humor amargo e perspicácia envolvidos em muitas baforadas de cachimbo, copos e copos de bebida e mais uns tantos pratos de comida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Em "Maigret se diverte", o protagonista está afastado por ordens médicas. Ele e a inseparável sra. Maigret deveriam seguir para Cannes quando o inspetor descobre, pelos jornais, que houve um assassinato. Um corpo foi encontrado no armário do consultório de um famoso e rico médico de Paris. O corpo é da mulher do médico!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Traições, dramas familiares, interesses financeiros... O inspetor não tem como interferir, ou não deveria. As informações que obtém são aquelas a que todos os leitores dos jornais têm acesso. Ele está do outro lado. Precisa esperar a próxima edição dos diários para conhecer os novos passos, os progressos obtidos por seu subordinado inspetor Janvier, encarregado do caso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Diferentemente de outras histórias de Maigret, nesta há um outro ponto de vista, ou outros, os dos jornalistas. Com os textos das reportagens, o leitor e o inspetor têm exatamente o mesmo conhecimento sobre o caso. Uma escolha narrativa que torna este livro ainda mais interessante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E, como indica o título, Maigret se diverte. Ele sente o prazer de ser espectador, de tentar adivinhar o desenrolar do caso. No entanto, é claro, Maigret não é um leitor de jornal comum e tem um feeling todo especial para desvendar mistérios e compreender o ser humano. Mais não conto porque o que vale mesmo é acompanhar o desenrolar ao lado do inspetor, quem sabe, como ele, tomando uma cerveja ou copos de calvados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Super-recomendo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Livro: Maigret se diverte&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Autor: Georges Simenon&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Editora: L&amp;amp;PM&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ano: 2009&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Número de páginas: 169&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7832228080821119692-7641938664486190151?l=gostoegosto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gostoegosto.blogspot.com/feeds/7641938664486190151/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gostoegosto.blogspot.com/2009/09/maigret-se-diverte-de-georges-simenon.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7832228080821119692/posts/default/7641938664486190151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7832228080821119692/posts/default/7641938664486190151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gostoegosto.blogspot.com/2009/09/maigret-se-diverte-de-georges-simenon.html' title='Maigret se diverte, de Georges Simenon – Dica de Rosane Vargas'/><author><name>Rosane Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17419771764685014514</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_jWg_iHAkTRQ/SbERb0CPTRI/AAAAAAAAAlc/9oKTxvi3oLA/S220/TURTLE.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_jWg_iHAkTRQ/SraLWiRC2zI/AAAAAAAAAuA/AEGpTYe6VrM/s72-c/maigret+se+diverte.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7832228080821119692.post-72040835715521284</id><published>2009-09-07T19:33:00.000-07:00</published><updated>2009-09-20T13:08:02.622-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='todas as postagens'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livros_ficção_geral'/><title type='text'>O animal agonizante, de Philip Roth – Dica de Gládis Ludwig</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_jWg_iHAkTRQ/SqXEQzof6VI/AAAAAAAAAtg/B-NWJV7prGc/s1600-h/animal+agonizante.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 214px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_jWg_iHAkTRQ/SqXEQzof6VI/AAAAAAAAAtg/B-NWJV7prGc/s320/animal+agonizante.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378921122980948306" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A novela “O animal agonizante”, do escritor Philip Roth, publicada em 2001, apesar contar uma história de sexo, também aborda os temas da liberdade, do desejo e da razão, da decadência física e da degradação psicológica do ser humano e sobre a hipocrisia da sociedade norte-americana.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;David Kepesh, um professor aposentado, com 70 anos, relembra e narra sua dramática relação com uma aluna, Consuela, oito anos antes, quando lecionava, num curso livre da Universidade, a disciplina de Crítica Prática e fazia sucesso com um programa cultural na televisão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Kepesh era um obsessivo sexual e a cada curso escolhia uma aluna para seduzir. Ele diz ser um produto dos anos sessenta, quando os jovens buscavam liberdade total. Liberdade para falar e ouvir o que queriam, votar em quem queriam, ou não votar, de não ir à guerra e, sobretudo, de fazer sexo da forma que queriam, com quem queriam e quantas vezes desejassem, sem necessariamente haver vínculos afetivos entre as partes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Toda essa liberdade vivida por Kepesh despertou a revolta de seu filho Kenny, agora com 42 anos. Pai e filho se desprezam. O filho porque culpa o pai pela vida desgraçada de sua mãe e pelo seu próprio fracasso emocional, que o levou ao adultério. O pai porque considera a vida casta do filho uma hipocrisia, já que Kenny trai a esposa e só não tem coragem de assumir. Kenny representa o puritanismo dos Estados Unidos.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da relação difícil com seu filho, outro conflito vivido por Kepesh é quando se percebe envolvido por Consuela Castillo, uma de suas estudantes, de 24 anos, filha de imigrantes cubanos (ricos), contrariando sua regra de nunca se comprometer emocionalmente. Sempre mantinha o controle de tudo. Ele é quem escolhia a mulher que ia seduzir. No entanto, Consuela, com seus seios perfeitos e pelos pubianos lisos, torna-o dependente com sua indiferença e passa a controlar a situação e ele passa a sofrer estando ou não junto dela, pelo ciúme ou pela falta.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Racionalmente, Kepesh recusa-se a sentir ciúmes e com isso sofre duas vezes: uma por sentir e outra por recusar-se a sentir, por estar se sujeitando a uma banalidade. Recusa a sentimentalidade do amor/paixão. Como diz Roland Barthes em Fragmentos de um discurso amoroso é o obsceno do amor: "Desacreditada pela opinião moderna, a sentimentalidade do amor deve ser assumida pelo sujeito amoroso como uma transgressão forte, que o deixa sozinho e exposto; por uma reviravolta de valores, é justamente essa sentimentalidade que constitui hoje o obsceno do amor" (p. 269).&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reviravolta histórica: não é mais o sexual que é indecente, é o sentimental – censurado em nome daquilo que não passa, no fundo, de uma outra moral. E como diz o próprio Kepesh (p. 62):  Não é o sexo que é corrupção – é o resto. Sexo não é só atrito e diversão superficial. É também a maneira como nos vingamos da morte.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kepesh é movido pelos instintos, pela luxúria e considera todas as conversas e atos de sedução uma “deliciosa imbecilidade do desejo” (pág. 19/20). Pensa que nada disso seria preciso, que tudo serve apenas para disfarçar o desejo simples e puro. O que lhe interessa é o “impulso selvagem”: “Na hora do sexo, todos nós voltamos para a selva. Voltamos para o pântano” (p. 24).&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O título da novela refere-se ao conflito entre o desejo pulsante e a decadência física da personagem e foi inspirado nos versos “Consome meu coração; febril de desejo/ E acorrentado a um animal agonizante/ Já não sabe o que é.” (pág. 87) do poeta William Butler Yeats, nascido em 13/06/1865, representante máximo do Renascimento irlandês e um dos escritores mais destacados do século XX.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kepesch, nos anos 1960, ao contrário dos jovens, 15 ou 20 anos menos que ele, não podia se dar ao luxo de viver aquela revolução de modo inconsciente. Ele precisava pensar, embora quisesse fazer parte daquele repúdio enlouquecido, bagunçado e barulhento. Atualmente, aos 70 anos, ele acredita que pagou caro ao responder essas perguntas na sua vida prática, cotidiana, e o preço foi o ódio do filho. Ao mesmo tempo em que defende suas idéias, sente-se culpado pela rejeição de seu filho ao seu tipo de vida.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode-se estabelecer um paralelo entre esta novela contemporânea e a de Dostoievski &lt;a href="http://gostoegosto.blogspot.com/2009/03/o-homem-do-subsolo-de-fiodor.html"&gt;“O homem do subsolo”&lt;/a&gt;, escrita em 1864, pois ambas parecem levantar questionamentos em comum, como por exemplo, o conflito humano entre razão e sentimento; a natureza do amor; se o amor pode ser racionalizado; se as pessoas quando se apaixonam se completam ou se os efeitos do amor é a fracionamento delas; se o desejo nasce no indivíduo ou é imposto de fora para dentro, pelo corpo social homogeneizador. Enfim, questionam se o homem é livre ou não em seus desejos e o quanto usa da sua capacidade racional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2008, foi lançado o filme "Fatal", com Ben Kingsley e Penélope Cruz, baseado neste livro de Philip Roth.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Livro: O animal agonizante&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Autor: Philip Roth&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Editora: Companhia das Letras&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ano: 2001&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Número de páginas: 128 &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7832228080821119692-72040835715521284?l=gostoegosto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gostoegosto.blogspot.com/feeds/72040835715521284/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gostoegosto.blogspot.com/2009/09/o-animal-agonizante-de-philip-roth-dica.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7832228080821119692/posts/default/72040835715521284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7832228080821119692/posts/default/72040835715521284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gostoegosto.blogspot.com/2009/09/o-animal-agonizante-de-philip-roth-dica.html' title='O animal agonizante, de Philip Roth – Dica de Gládis Ludwig'/><author><name>Rosane Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17419771764685014514</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_jWg_iHAkTRQ/SbERb0CPTRI/AAAAAAAAAlc/9oKTxvi3oLA/S220/TURTLE.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_jWg_iHAkTRQ/SqXEQzof6VI/AAAAAAAAAtg/B-NWJV7prGc/s72-c/animal+agonizante.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7832228080821119692.post-7346560017326860476</id><published>2009-08-13T08:18:00.000-07:00</published><updated>2009-09-07T19:21:59.811-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='todas as postagens'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livros_biografia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livros_comunicação'/><title type='text'>Os irmãos Karamabloch – Dica de Rosane Vargas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_jWg_iHAkTRQ/SoQvBTa6r3I/AAAAAAAAAsE/V0K3ntlUof0/s1600-h/arnaldobloch.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 250px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_jWg_iHAkTRQ/SoQvBTa6r3I/AAAAAAAAAsE/V0K3ntlUof0/s320/arnaldobloch.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369468355172020082" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O império dos Bloch, do início à queda, com a aventura da TV Manchete, é a história de “Os irmãos Karamabloch”. Um dos pontos mais interessantes é que a narrativa parte de dentro, uma vez que o autor, Arnaldo, é faz parte do clã.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ele traça um perfil, em cores fortes, dos Bloch responsáveis pela ascensão da família de imigrantes judeus que, depois de meses em uma travessia miserável, chega ao Brasil e consegue o que todos os migrantes esperam: prosperidade. Arnaldo conta, também, como as brigas viscerais, que muitas vezes chegaram às vias de fato, o vício pelo jogo de vários Bloch e a falta de preparo para roleta da globalização levaram à bancarrota uma empresa que chegou a ter o maior parque gráfico da América Latina. Erros nas escolhas, nas apostas e nos blefes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Adolpho Bloch, o grande czar do império Bloch, primeiro com a gráfica, depois com a grande sacada que foi a revista Manchete e, por fim, com os vários erros com a TV Manchete, centraliza a narrativa. Arnaldo mostra pelo tio-avô admiração, raiva, amor, indulgência, incompreensão. A família era, se me permitem o chavão, um barril de pólvora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Um livro bem escrito, para ser lido em um ou dois dias. Parece um romance ficcional, mas as histórias que estão ali aconteceram mesmo. Vale a pena ser lido não apenas por quem é do meio da comunicação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Recomendo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Livro: Os irmãos Karamabloch&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Autor: Arnaldo Bloch&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Editora: Companhia das Letras&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ano: 2008&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Número de páginas: 339 &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7832228080821119692-7346560017326860476?l=gostoegosto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gostoegosto.blogspot.com/feeds/7346560017326860476/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gostoegosto.blogspot.com/2009/08/os-irmaos-karamabloch-dica-de-rosane.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7832228080821119692/posts/default/7346560017326860476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7832228080821119692/posts/default/7346560017326860476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gostoegosto.blogspot.com/2009/08/os-irmaos-karamabloch-dica-de-rosane.html' title='Os irmãos Karamabloch – Dica de Rosane Vargas'/><author><name>Rosane Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17419771764685014514</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_jWg_iHAkTRQ/SbERb0CPTRI/AAAAAAAAAlc/9oKTxvi3oLA/S220/TURTLE.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_jWg_iHAkTRQ/SoQvBTa6r3I/AAAAAAAAAsE/V0K3ntlUof0/s72-c/arnaldobloch.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7832228080821119692.post-7503194750430085682</id><published>2009-06-12T07:04:00.000-07:00</published><updated>2009-09-07T19:20:34.207-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='todas as postagens'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filmes_drama_Brasil'/><title type='text'>A festa da menina morta, de Matheus Nachtergaele - Dica de Rosane Vargas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_jWg_iHAkTRQ/SjJik32jUPI/AAAAAAAAApM/Y2JjnYDW2q0/s1600-h/a-festa-da-menina-morta-05.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 267px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_jWg_iHAkTRQ/SjJik32jUPI/AAAAAAAAApM/Y2JjnYDW2q0/s400/a-festa-da-menina-morta-05.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346444093249769714" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Esta é a primeira incursão de Matheus Nachtergaele na direção. A história se passa em um intervalo curto de tempo, a preparação da Festa da Menina Morta por uma comunidade ribeirinha no Amazonas. Santinho (Daniel Oliveira, em grande desempenho) é o centro da festa e do filme, espécie de guia espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A santidade surgiu 20 anos antes, quando o então menino recebeu de um cão os trapos, o que restou da roupa de uma menina da comunidade desaparecida ao mesmo tempo em que a mãe dele se suicidava. Foi considerado por todos um sinal e fabricou-se ali o santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A santidade do apelido não corresponde aos fatos. Santinho é ríspido, tem rompantes de mau humor, bate nas mulheres que o servem como escravas, quebra objetos, destrata todo mundo. É jovem, mas surge em cena cansado e decadente vestindo as camisolas da mãe, a quem parece ter querido substituir, inclusive na relação com o pai (Jackson Antunes, excelente).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À medida que a festa vai se aproximando, a irritação de Santinho aumenta. E um acontecimento, referente à mãe (Cássia Kiss), vai fazê-lo duvidar da santidade, de tudo. Não vou contar para não estragar. Embora esta cena, da forma como foi feita, tenha me deixado uma impressão de intenção abortada, meio sem conexão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, a intenção do diretor me fugiu em alguns momentos. Nachtergaele que não conseguiu fazer uma opção sobre a narrativa. Nas histórias paralelas, em minha opinião mal resolvidas, ele mostra os ribeirinhos de forma mais humanizada em alguns momentos, para em outros retratá-los de maneira animalizada, apenas instintos, lembrando filmes do Cláudio Assis, mas sem a coragem necessária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, “A festa da menina morta” é visualmente interessante, em certos momentos parece um documentário sobre manifestações religiosas na região do Amazonas. Não apresenta grandes novidades, mas é bonito, forte e tem um elenco muito afiado. Foi boa a estreia de Nachtergaele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recomendo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filme: A festa da menina morta&lt;br /&gt;Diretor: Matheus Nachtergaele&lt;br /&gt;Roteiristas: Matheus Nachtergaele e Hilton Lacerda&lt;br /&gt;Elenco: Daniel Oliveira, Jackson Antunes, Dira Paes, Cássia Kiss, Paulo José, Juliano Cazarré, Conceição Camaroti, Edneusa Sahdo, Laureane Gomes, Francisco Mendes, Rosa Malagueta, Bitta Catão&lt;br /&gt;Ano: 2008&lt;br /&gt;Duração: 115 minutos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7832228080821119692-7503194750430085682?l=gostoegosto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gostoegosto.blogspot.com/feeds/7503194750430085682/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gostoegosto.blogspot.com/2009/06/festa-da-menina-morta-de-matheus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7832228080821119692/posts/default/7503194750430085682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7832228080821119692/posts/default/7503194750430085682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gostoegosto.blogspot.com/2009/06/festa-da-menina-morta-de-matheus.html' title='A festa da menina morta, de Matheus Nachtergaele - Dica de Rosane Vargas'/><author><name>Rosane Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17419771764685014514</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_jWg_iHAkTRQ/SbERb0CPTRI/AAAAAAAAAlc/9oKTxvi3oLA/S220/TURTLE.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_jWg_iHAkTRQ/SjJik32jUPI/AAAAAAAAApM/Y2JjnYDW2q0/s72-c/a-festa-da-menina-morta-05.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7832228080821119692.post-7994758463173873643</id><published>2009-03-29T12:12:00.000-07:00</published><updated>2009-09-07T19:11:20.911-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='todas as postagens'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quadrinhos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livros_biografia'/><title type='text'>Che, de Héctor Oesterheld - Dica de Leandro Dóro</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_jWg_iHAkTRQ/Sc_Ju3Pk_JI/AAAAAAAAAm0/Wy49X_C-7Ww/s1600-h/HQ+che.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px; height: 281px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_jWg_iHAkTRQ/Sc_Ju3Pk_JI/AAAAAAAAAm0/Wy49X_C-7Ww/s320/HQ+che.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5318691491888299154" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Che significa meu em guarani. Cada um que pronuncia seu nome reinvindica para si Che Guevara. "Che" (Conrad, 2008) é o título da revista em quadrinhos escrita por pelo argentino Héctor Oesterheld e ilustrada pelos uruguaios Alberto e Enrique Breccia, pai e filho, respectivamente. Foi publicada na Argentina em 1968, três meses após o assassinato do comandante da Revolução Cubana em selvas bolivianas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo argentino recolheu os exemplares das bancas em 1973 e, em 1977, prendeu, torturou e assassinou Oesterheld e suas quatro filhas. Em 1979, o jornalista italiano Alberto Ongaro fez uma reportagem sobre o caso Oesterheld e conseguiu falar com um oficial do Exército argentino, que confessou: "Demos um sumiço nele, por ter feito a mais bela história de Che Guevara já escrita".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história em quadrinhos se desenrola por mais de 80 páginas em um roteiro que mistura informações históricas e uma narrativa quase poética, ciceroneada por desenhos incrustrados em profundas manchas negras de nanquim, como se fosse o sangue do revolucionário. É angustiante adentrar nessas páginas em branco-e-preto. Todavia, cada mancha se torna o sangue de Guevara ao recordarmos que ela foi feita enquanto o corpo do guerreiro era exibido como um troféu da direita, que gritava ao primeiro mundo: queremos ser colonizados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida de Guevara é narrada do início ao fim. Mapas, críticas, odes. E que serviu de inspiração para dois gigantes do quadrinhos: Hugo Pratt (Corto Maltês) e Frank Miller (300 de Esparta). É um monumento construído em papel e que agora está erigido nas livrarias. E contracena ao lado de uma outra versão da vida do revolucionário: "Che", do coreano Kim Yong-Hwe. Essa última versão foi concebida quase quatro décadas do trabalho de Oesterheld e dos Breccia. É sem o sangue fresco escorrendo pelas páginas; entretanto, conta a história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livro: Che&lt;br /&gt;Autor: Héctor Oesterheld, com ilustrações de Alberto e Enrique Breccia&lt;br /&gt;Editora: Conrad&lt;br /&gt;Ano: 2008&lt;br /&gt;Número de páginas: 96&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7832228080821119692-7994758463173873643?l=gostoegosto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gostoegosto.blogspot.com/feeds/7994758463173873643/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gostoegosto.blogspot.com/2009/03/che-de-hector-oesterheld-dica-de.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7832228080821119692/posts/default/7994758463173873643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7832228080821119692/posts/default/7994758463173873643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gostoegosto.blogspot.com/2009/03/che-de-hector-oesterheld-dica-de.html' title='Che, de Héctor Oesterheld - Dica de Leandro Dóro'/><author><name>Rosane Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17419771764685014514</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_jWg_iHAkTRQ/SbERb0CPTRI/AAAAAAAAAlc/9oKTxvi3oLA/S220/TURTLE.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_jWg_iHAkTRQ/Sc_Ju3Pk_JI/AAAAAAAAAm0/Wy49X_C-7Ww/s72-c/HQ+che.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7832228080821119692.post-1023877879413776435</id><published>2009-03-20T05:55:00.000-07:00</published><updated>2009-09-07T19:12:12.184-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='todas as postagens'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filmes_drama_EUA'/><title type='text'>Dúvida, de John Patrick Shanley – Dica de Rosane Vargas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_jWg_iHAkTRQ/ScOeMsU6yBI/AAAAAAAAAmk/5oRMwwRPEaI/s1600-h/Doubt_iPod_PSP_Trailer_beginwithsoftware.com.mp4.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 322px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_jWg_iHAkTRQ/ScOeMsU6yBI/AAAAAAAAAmk/5oRMwwRPEaI/s400/Doubt_iPod_PSP_Trailer_beginwithsoftware.com.mp4.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5315265926121834514" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assisti ontem ao filme "Dúvida" (&lt;a href="http://www.blogger.com/www.youtube.com/watch?v=aYCFompdCZA"&gt;aqui dá para ver o trailer&lt;/a&gt;), uma adaptação da peça homônima que rendeu a John Patrick Shanley um Pulitzer. Novos ventos renovam a sociedade racista norte-americana de 1964. Donald Miller é ao primeiro menino negro aceito na tradicional escola católica St. Nicholas. O filme poderia ser um discurso antirracista, mas o foco é a intolerância, a desconfiança, o que parece certo pode não ser, o que vemos pode não ser como interpretamos. Dúvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O centro da história é a batalha que irmã Aloysius, diretora da escola, trava contra o padre Flynn, que é bem-humorado, carismático e defende uma igreja mais aberta e próxima dos fiéis. A freira desconfia do interesse do sacerdote demonstra por Donald. Entre a rigidez da freira e o humanismo do padre, está a jovem professora irmã James. Novamente, a dúvida. Ela não sabe como se posicionar, em quem acreditar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderia ser mais uma história sobre uma malévola freira recaldada e seca contra os mocinhos. Ela é recalcada e seca, mas não apenas isso. Não o vi o filme que deu o Oscar a Kate Winslet, mas ela precisar estar mais que magistral para superar Meryl Steep. A cara de tédio tempera a personagem, pequenos gestos de caridade a tornam mais complexa, o texto inteligente a afasta de esteriótipos. O texto é muito bom, bem amarrado. Todo o elenco muito afinado, nada fora do lugar, em minha opinião. E quando parece que vai cair no lugar comum, algo acontece, um olhar, um gesto, uma fala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema do filme é que é filme. Explico: o diretor, que é também roteirista e autor da peça, não conseguiu ultrapassar as cortinas do teatro. Ele O resultado é um filme estranho, que parece teatro filmado, ou pior, que é teatro tentando ser cinema e não conseguindo. De qualquer forma, há uma interessante correlação entre o clima e o que está sendo contado; o que, se não é original, resultou bonito. Lá estão o vento, a chuva, a neve, personagens também. Uma cena interessante é a da irmã Aloysius no meio do vento, com folhas por todos os lados, após uma conversa reveladora com a mãe de Donald. Alíás, a atriz Viola Davis aparece em apenas duas cenas, mas é bastante marcante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale a pena assistir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filme: Dúvida (Doubt)&lt;br /&gt;Diretor e roteirista: John Patrick Shanley&lt;br /&gt;Elenco: Meryl Streep, Philip Seymour Hoffman, Amy Adams, Viola Davis&lt;br /&gt;Ano: 2008&lt;br /&gt;Duração: 104 minutos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7832228080821119692-1023877879413776435?l=gostoegosto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gostoegosto.blogspot.com/feeds/1023877879413776435/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gostoegosto.blogspot.com/2009/03/duvida-de-john-patrick-shanley-dica-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7832228080821119692/posts/default/1023877879413776435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7832228080821119692/posts/default/1023877879413776435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gostoegosto.blogspot.com/2009/03/duvida-de-john-patrick-shanley-dica-de.html' title='Dúvida, de John Patrick Shanley – Dica de Rosane Vargas'/><author><name>Rosane Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17419771764685014514</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_jWg_iHAkTRQ/SbERb0CPTRI/AAAAAAAAAlc/9oKTxvi3oLA/S220/TURTLE.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_jWg_iHAkTRQ/ScOeMsU6yBI/AAAAAAAAAmk/5oRMwwRPEaI/s72-c/Doubt_iPod_PSP_Trailer_beginwithsoftware.com.mp4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7832228080821119692.post-8628909768757543072</id><published>2009-03-04T12:17:00.000-08:00</published><updated>2009-09-20T13:08:37.068-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='todas as postagens'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livros_ficção_geral'/><title type='text'>Notas do subsolo, de Fiódor Dostoiévski – Dica de Gládis Ludwig</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_jWg_iHAkTRQ/Sa7lw_rZXSI/AAAAAAAAAj4/D9vnvrwmNSk/s1600-h/notas_do_subsolo%281%29.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 130px; height: 216px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_jWg_iHAkTRQ/Sa7lw_rZXSI/AAAAAAAAAj4/D9vnvrwmNSk/s320/notas_do_subsolo%281%29.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309433640606326050" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Esta é uma novela escrita entre janeiro e maio de 1864, por Dostoiévski, e publicada originalmente na revista Epokha, de propriedade do autor e de seu irmão. A obra é composta de duas partes: a primeira com 11 e a segunda com 10 capítulos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira parte, intitulada “O subsolo”, o autor se apresenta “sou um homem doente... um homem mau. Um homem desagradável”, expõe seus pensamentos e sua inserção no mundo moderno. Na segunda parte, intitulada “A propósito da neve úmida”, temos as memórias propriamente ditas de um sujeito esquisito, rancoroso, angustiado, pessimista, obsessivo, perverso, inadequado ao mundo que o rodeia e que sente uma espécie de prazer mórbido em ser como é. A narrativa é em primeira pessoa. É um narrador filósofo, um “anti-herói”. Uma personagem cuja existência cotidiana está mergulhada numa completa metafísica paradoxal. As ações da personagem na segunda parte do texto têm a função de referendar as teses da primeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O homem do subsolo” leva-nos a desconfiar de todas as certezas. Expõe um inconformismo do desejo. Aliás, todas as produções literárias de Dostoiévski não buscam saciar o ímpeto de felicidade e beleza, não apresentam respostas simplificadoras. Pelo contrário, questionam profundamente os lugares comuns, fazem-nos trilhar labirintos e vãos existenciais até chegarmos ao fundo do poço e lá percebermos que a natureza humana é feita de paradoxos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única certeza que o homem do subsolo nos dá é sua profunda aversão pelo racionalismo e pela mentalidade positivista do século em que vive: “(...) dois e dois não são mais a vida, meus senhores, mas o começo da morte. Pelo menos o homem sempre temeu de certo modo este dois e dois são quatro, e eu temo até agora”.&lt;br /&gt;Essa personagem anuncia a complexidade e a ambiguidade do homem moderno, fundamentado na razão iluminista e suas contradições, que serão retratadas, posteriormente, na chamada obra madura de Dostoiévski: Crime e castigo, O Idiota, Os demônios e Irmãos Karamazov.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem do subsolo é o homem moderno, angustiado, solitário, que vive num mundo fragmentado, desordenado, que não permite nenhuma perspectiva. Sua perturbação mental, sua fraqueza, sua desilusão, seu desespero, suas psicoses devem-se a um mundo idiota e idiotizante. Um homem que até tenta, mas não consegue mais sair de si. Está alienado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por meio do homem do subsolo, Dostoiévski discute a liberdade individual, no mundo moderno, defendida pelo Romantismo, que maquia a realidade, vendendo promessas de sonhos e felicidade duradouros. Para o autor, não há saída para a humanidade enquanto ela se deixar levar por discursos românticos daqueles que detém o poder.&lt;br /&gt;O encontro do homem do subsolo com Liza, uma prostituta terna e compreensiva, ocorre numa manhã de neve e gera um encanto que permanece por algum tempo. No entanto, o homem do subsolo não compreende em profundidade seus sentimentos. Não acredita no amor convencional, mas também não encontrou ainda um substituto para esse sentimento. Sente-se perdido e age de forma contraditória, como se sofresse de um grave distúrbio de personalidade. Antes de dialogar com ela, fala consigo mesmo por meio dela: “Subitamente vi ao meu lado dois olhos abertos que insistentemente me examinavam com curiosidade. Era um olhar frio, indiferente, sombrio, como de uma pessoa totalmente estranha; passava uma impressão pesada” (p. 103).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fala sobre regeneração humana, para Liza, no prostíbulo, como se, com esse discurso, pudesse ter acesso ao mundo da “normalidade”. Liza funciona como um espelho que reflete a possibilidade de transformação, a partir da inserção do homem do subsolo na ordem social vigente, a qual sempre questionou e desconfiou. O esforço não era para “salvá-la”, mas para redimir-se por meio ela, o que o levou a uma exaustão física e emocional, pois retorna ao ponto de partida, ou seja, a conclusão de que não há salvação para o ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa segunda parte da novela, o homem do subsolo extravasa sua irritação, sua amargura, sua fraqueza doentia, seu escárnio, no jantar com os ex-colegas e principalmente no relacionamento mórbido que inicia com Liza, uma alma indefesa. Os sentimentos de amor, amizade, ódio, compaixão, atração, repulsa, aparecem entrelaçados, e inseparáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo em que banca o conselheiro de Liza e parece querer ajudá-la, impõe-lhe humilhações. Uma delas foi quando, após ter tido uma relação sexual com ela, colocou o dinheiro na mesa. Nessa ocasião vinga-se de todas as humilhações que sofreu durante a vida. Outra foi quando ela o visitou, em sua casa, atendendo ao seu convite e surpreendentemente é espezinhada por ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece compadecer-se de Liza e da situação em que ela vive. No entanto, ao mesmo tempo em que se coloca ao seu lado, parecendo comungar com seus sentimentos, este homem do subterrâneo toma atitudes ofensivas, de menosprezo, de sarcasmo, de escárnio. Sua figura também provoca, muitas vezes, compaixão nos outros, mas odeia os que o aceitam por compaixão. Acredita não precisar desse sentimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da miséria material e do desprezo recebido pelos que o rodeiam, o homem do subsolo possui consciência, está em permanente reflexão e tem dificuldade em aceitar seu destino. Esse excesso de consciência é que o leva à loucura. Acredita que sua existência possa ser transformada repentinamente, mas não com uma prostituta. Sua consciência apesar de profunda ainda é romântica.&lt;br /&gt;Dostoiévski coloca na boca do homem do subsolo um discurso de questionamento da felicidade burguesa, lançando dúvidas na crença da razão absoluta. O episódio do encontro do homem do subsolo com Liza é exemplar na ilustração dessa afirmativa, embora este personagem, aparentemente, não opere nesse preceito. Ele oscila sempre entre opostos: desejo e culpa, demência e razão, compaixão e escárnio. Entretanto, sua racionalidade é mais concreta do que a da média das pessoas que pautam suas vidas por princípios lógicos, mas criam regras sociais que servem para conter as demandas individuais, favorecendo assim a filiação “voluntária” do indivíduo ao corpo social homogeneizador que exclui todos aqueles que não se enquadram no modelo.&lt;br /&gt;Para Dostoiévski, não há como fugir de certos desígnios impostos pelo desejo e pelo imponderável e, por mais que se tente negar ou mudar, o desejo e a emoção são inerentes ao ser humano. Por meio desses sentimentos é que o sublime e o grotesco irão se manifestar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livro: Notas do subsolo&lt;br /&gt;Autor: Fiódor Dostoiévski&lt;br /&gt;Editora: L&amp;amp;PM&lt;br /&gt;Ano: 2008&lt;br /&gt;Número de páginas: 149&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7832228080821119692-8628909768757543072?l=gostoegosto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gostoegosto.blogspot.com/feeds/8628909768757543072/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gostoegosto.blogspot.com/2009/03/o-homem-do-subsolo-de-fiodor.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7832228080821119692/posts/default/8628909768757543072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7832228080821119692/posts/default/8628909768757543072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gostoegosto.blogspot.com/2009/03/o-homem-do-subsolo-de-fiodor.html' title='Notas do subsolo, de Fiódor Dostoiévski – Dica de Gládis Ludwig'/><author><name>Rosane Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17419771764685014514</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_jWg_iHAkTRQ/SbERb0CPTRI/AAAAAAAAAlc/9oKTxvi3oLA/S220/TURTLE.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_jWg_iHAkTRQ/Sa7lw_rZXSI/AAAAAAAAAj4/D9vnvrwmNSk/s72-c/notas_do_subsolo%281%29.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7832228080821119692.post-2860642834467764320</id><published>2009-02-16T06:35:00.000-08:00</published><updated>2009-09-07T19:17:33.689-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='todas as postagens'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filmes_drama_EUA'/><title type='text'>Foi apenas um sonho, de Sam Mendes – Dica de Ale Chang</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_jWg_iHAkTRQ/SZl92nR-sTI/AAAAAAAAAjo/Efp4PXpWj4g/s1600-h/images.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 400px; height: 267px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_jWg_iHAkTRQ/SZl92nR-sTI/AAAAAAAAAjo/Efp4PXpWj4g/s400/images.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5303408413416272178" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tenho muuuuitas restrições em relação ao Leonardo Di Caprio, que talvez seja mais implicância do que qualquer outra coisa, mas evito assistir a filmes em que ele atua. Nesse caso, mudei de ideia ao saber que a direção é de Sam Mendes e depois de ouvir comentários positivos de gente em quem confio. Fui conferir e não me arrependo. E continuo não suportando Leonardo Di Caprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto a sinopse do filme quanto as opiniões das pessoas em geral tratam da história como a de um casal dos anos 50, na época considerado ousado, moderno e especial, que tinha grandes planos de vida, mas que lá pelas tantas foram por água abaixo, causando frustração e infelicidade. Eles teriam se tornado mais um casal americano de classe média, que vive numa bonita casa de subúrbio, sustentada pelo marido que tem um emprego medíocre e sem graça, com filhos e vidinha comum, sem grandes aventuras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu encarei sob outro ponto de vista: a eterna infeliz era ela, a esposa, que provavelmente tinha uma doença química, que na época não era diagnosticada por falta de informação e recursos, e por isso, sentia-se frustrada, ora deprimida, ora eufórica, ora maníaca, quadro típico de um psicótico maníaco depressivo. Pontos pra Kate Winslet, que está excelente, como sempre. E muitos pontos pra Sam Mendes, impecável mais uma vez, como em "Beleza americana", mesclando leveza e peso, na medida certa. E não posso deixar de citar a belíssima direção de arte - a cena da praia é perfeita -, que retrata muito bem a época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em resumo: o filme é um petardo, mas vale a pena assistir. Recomendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filme: Foi apenas um sonho (Revolutionary road)&lt;br /&gt;Diretor: Sam Mendes&lt;br /&gt;Principais atores: Kate Winslet, Leonardo Di Caprio e Katie Bates&lt;br /&gt;Duração: 119 minutos&lt;br /&gt;Ano de lançamento: 2008&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ale Chang tem um &lt;a href="http://dizerpordizer-ale.blogspot.com/"&gt;blog muito bacana&lt;/a&gt;, vale a pena visitar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7832228080821119692-2860642834467764320?l=gostoegosto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gostoegosto.blogspot.com/feeds/2860642834467764320/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gostoegosto.blogspot.com/2009/02/foi-apenas-um-sonho-de-sam-mendes-dica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7832228080821119692/posts/default/2860642834467764320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7832228080821119692/posts/default/2860642834467764320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gostoegosto.blogspot.com/2009/02/foi-apenas-um-sonho-de-sam-mendes-dica.html' title='Foi apenas um sonho, de Sam Mendes – Dica de Ale Chang'/><author><name>Rosane Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17419771764685014514</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_jWg_iHAkTRQ/SbERb0CPTRI/AAAAAAAAAlc/9oKTxvi3oLA/S220/TURTLE.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_jWg_iHAkTRQ/SZl92nR-sTI/AAAAAAAAAjo/Efp4PXpWj4g/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7832228080821119692.post-5950107429448974252</id><published>2009-02-05T17:57:00.000-08:00</published><updated>2009-09-20T13:18:13.998-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='todas as postagens'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filmes_musical'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filmes_documentário_EUA'/><title type='text'>O Último Concerto de Rock, de Martin Scorsese - Dica de Nildo Jr.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_jWg_iHAkTRQ/SYuda6q7yeI/AAAAAAAAAiw/F-9NZqxa1eg/s1600-h/4156553_71562ac3d5.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 225px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_jWg_iHAkTRQ/SYuda6q7yeI/AAAAAAAAAiw/F-9NZqxa1eg/s320/4156553_71562ac3d5.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299502472283015650" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;The Last Waltz (O Último Concerto de Rock) é o último registro ao vivo de uma banda chamada A Banda (The Band), um filme de Martin Scorsese, feito em 1976 e lançado em 1978. A obra retrata o fim anunciado de uma banda de rock que cansou de ficar viajando e tocando em vários cantos do mundo, principalmente Estados Unidos, Inglaterra e Canadá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a apresentação, o guitarrista e cantor Robbie Roberson convidou vários músicos conhecidos para a filmagem ter êxito. Martin Scorsese, inclusive, abandonou outra filmagem para fazer o registro (as más línguas dizem que a grande quantidade de cocaína que havia nos bastidores foi um grande incentivo, assim como para os muito músicos convidados). Estavam lá Muddy Waters, Paul Butterfield, Neil Young, Joni Mitchell, Van Morrison, Dr. John, Neil Diamond e Eric Clapton. O DVD tem um extra feito em 2002 que traz entrevista com diretor Scorsese e com o produtor Roberson, que revelam várias coisas sobre o projeto. O diretor diz que trabalhou de graça, tal a limitação do orçamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destaque para as apresentações Muddy Waters e Neil Young, mas, como diz o blog, gosto é gosto, porque tem gente que vai achar melhor a apresentação de Eric Clapton e outros que vão gostar mais de Bob Dylan ou de Neil Diamond.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A The Band (fica engraçado colocar um artigo na frente de outro artigo, mesmo sendo em outra língua) tinha uma particularidade interessante, todos os integrantes eram cantores, algo raro nos conjuntos de rock. E, no show, cada um tem o seu momento de solar. A Banda era formada por Rick Danko (baixo e vocal), Levon Helm (bateria e vocal), Garth Hudson (teclado/órgão), Richard Manuel (piano e vocal) e Robbie Robertson (guitarra e vocal). As músicas eram, na sua maioria, da Band, mas os convidados cantaram suas próprias composições. Apesar de não ser muito conhecida, a The Band era uma bela banda de folk rock, daquelas que misturam blues, country e rock. Ela era a banda de apoio de Bob Dylan e de Ronnie Hawkins, mas preferiu trilhar um caminho próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é um dos filmes musicais de Scorsese, que recentemente fez Shine a Light com os The Rolling Stones, como New York, New York e Martin Scorsese Presents The Blues - A Musical Journey. Vale a pena ver e ouvir este filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filme: The Last Waltz - O Último Concerto de Rock&lt;br /&gt;Diretor: Martin Scorsese&lt;br /&gt;Produtor: Robbie Robertson&lt;br /&gt;Elenco: The Band, Muddy Waters, Paul Butterfield, Neil Young, Joni Mitchell, Van Morrison, Dr. John, Neil Diamond e Eric Clapton&lt;br /&gt;Na internet: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0077838/"&gt;http://www.imdb.com/title/tt0077838/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7832228080821119692-5950107429448974252?l=gostoegosto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gostoegosto.blogspot.com/feeds/5950107429448974252/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gostoegosto.blogspot.com/2009/02/o-ultimo-concerto-de-rock-de-martin.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7832228080821119692/posts/default/5950107429448974252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7832228080821119692/posts/default/5950107429448974252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gostoegosto.blogspot.com/2009/02/o-ultimo-concerto-de-rock-de-martin.html' title='O Último Concerto de Rock, de Martin Scorsese - Dica de Nildo Jr.'/><author><name>Rosane Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17419771764685014514</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_jWg_iHAkTRQ/SbERb0CPTRI/AAAAAAAAAlc/9oKTxvi3oLA/S220/TURTLE.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_jWg_iHAkTRQ/SYuda6q7yeI/AAAAAAAAAiw/F-9NZqxa1eg/s72-c/4156553_71562ac3d5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7832228080821119692.post-5068721780519789297</id><published>2009-01-30T14:01:00.000-08:00</published><updated>2009-09-07T19:20:56.944-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='todas as postagens'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filmes_drama_Brasil'/><title type='text'>Última parada: 174, de Bruno Barreto – Dica de Rosane Vargas</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jWg_iHAkTRQ/SYOOecGZOoI/AAAAAAAAAiI/vnuG2DL-_UQ/s1600-h/ultima+parada.bmp"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 221px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_jWg_iHAkTRQ/SYOOecGZOoI/AAAAAAAAAiI/vnuG2DL-_UQ/s320/ultima+parada.bmp" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5297234240308066946" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;É inevitável a comparação de "Última parada: 174" com o documentário "Ônibus 174", dirigido por José Padilha (Tropa de elite). Os dois filmes contam a história de um jovem que sobreviveu à Chacina da Candelária e, anos depois, volta aos noticiários quando mantém pessoas reféns em um ônibus no Rio de Janeiro. Os dois filmes também procuram resgatar a história do jovem, a orfandade, o envolvimento com as drogas e o crime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na obra de ficção dirigida por Barreto, dois personagens com nomes quase iguais e dramas parecidos se cruzam nas ruas. Paralelamente, uma mulher procura o filho que lhe foi tirado quando bebê por traficantes. Um dos dois jovens será ele?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O elenco é a grande força do filme. Na quase totalidade, são atores amadores, que impressionam pelo realismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a exibição, a sensação é de se foi esmagado por uma realidade violenta em que é difícil vislumbrar saídas. É um mérito e também um impasse dos filmes-realidade brasileiros: o personagem marginalizado poderá interferir em seu destino ou sempre sucumbirá ao determinismo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este texto foi adaptado de uma resenha que fiz para o boletim do Sindicato dos Trabalhadores do Judicário Federal no RS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filme: Última parada, 174&lt;br /&gt;Diretor: Bruno Barreto&lt;br /&gt;Roteirista: Bráulio Mantovani&lt;br /&gt;Elenco: Michel Gomes, Cris Vianna, Marcello Melo Jr., Gabriela Luiz, Anna Cotrim, Tay Lopez&lt;br /&gt;Na internet: www.ultimaparada174.com.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7832228080821119692-5068721780519789297?l=gostoegosto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gostoegosto.blogspot.com/feeds/5068721780519789297/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gostoegosto.blogspot.com/2009/01/ultima-parada-174.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7832228080821119692/posts/default/5068721780519789297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7832228080821119692/posts/default/5068721780519789297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gostoegosto.blogspot.com/2009/01/ultima-parada-174.html' title='Última parada: 174, de Bruno Barreto – Dica de Rosane Vargas'/><author><name>Rosane Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17419771764685014514</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_jWg_iHAkTRQ/SbERb0CPTRI/AAAAAAAAAlc/9oKTxvi3oLA/S220/TURTLE.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' 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src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7832228080821119692-2196200662786305668?l=gostoegosto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gostoegosto.blogspot.com/feeds/2196200662786305668/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gostoegosto.blogspot.com/2009/01/livros.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7832228080821119692/posts/default/2196200662786305668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7832228080821119692/posts/default/2196200662786305668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gostoegosto.blogspot.com/2009/01/livros.html' title='Índice – Livros'/><author><name>Rosane Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17419771764685014514</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image 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Martin Scorsese&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7832228080821119692-8368433585274193992?l=gostoegosto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gostoegosto.blogspot.com/feeds/8368433585274193992/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gostoegosto.blogspot.com/2009/01/indice-filmes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7832228080821119692/posts/default/8368433585274193992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7832228080821119692/posts/default/8368433585274193992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gostoegosto.blogspot.com/2009/01/indice-filmes.html' title='Índice – Filmes'/><author><name>Rosane 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